quinta-feira, 20 de abril de 2017

A imagem sertaneja da Crucificação


Por Marcelo Damasceno 
      Repórter de Petrolina PE


À luz das Escrituras um grupo de estudantes ainda secundaristas há 40 anos imaginaram um espetáculo específico sobre a vida, morte e CRUCIFICAÇÃO DE JESUS. Com direção do radialista, produtor cultural e ator José Geraldo surgiu da exegese bíblica uma história com rosto sertanejo toda sua logística de aproveitamento desde o cenário até ao texto e interpretação com atores e atrizes , figurantes e técnicos operacionais soba realidade da terra esturricada e do Rio São Francisco ao contexto geográfico além do recurso arquitetônico protagonizado pelo templo catedral de Petrolina. Havia uma dificuldade, o recurso financeiro, o apoio público e privado. Infelizmente, essa questão burocrática consegue restringir até hoje sob o sentimento desconfiado dos governos municipais de uma cidade que se proclama 'impossível'. A iniciativa empresarial, contribui timidamente. Os governos consecutivos de Pernambuco dificultam com a rara exceção de governos a jato privado.

 O espetáculo essencialmente petrolinense conduzido por José Geraldo múltiplo de seu sonho e que persiste até hoje sob o signo impetuoso do amadorismo que busca sua profissionalização a cada ano e funciona gora muito mais empresarialmente para atender o rigoroso capítulo fiscal de governos e adequar-se melhor aos modos da lei de incentivo à cultura muitas vezes apropriada indebitamente por gente má que torna-se inquilina dos mandatos populares. Um pena.

 Crucificados literalmente, o Grupo de Teatro Imaginativo de Petrolina - PE-GUTERIMA- ainda tem o difícil calvário sem apóstolo, sem Maria, sem Madalena
e sem Jesus.
Um grupo com arte e rima dolorosa tingindo irmãos de sangue além dos amigos em comum e a boa vontade da Diocese de Petrolina através dos seus Bispos, desde Dom Gerardo Andrade Ponte, Dom Paulo Cardoso e hoje a pregação por Dom Manoel dos Reis de Farias, com espetacular e milagrosa contribuição da fé. Com uva carmesim e o pão sem culpa. Da imprensa blogueira e seus transmissores a juntar repórteres escrevendo o véu envergonhado e autofágico. E a multidão de Deus que não mede limitação ou esforço de horário e gente para trabalhar em seus estúdios. Sem ônus para o Grupo de Teatro Amador.
Agora, quase meu século e de última tecnologia com o enigma de pergaminhos, o curtume na carne de Deus, e argila com vinagre a escorrer sertanejo, A CRUCIFICAÇÃO e sob a experiencia estelar e cheiro de São José, onde moços anunciou para essa cidade de pedras acústicas, dizem Messias e Geraldo, Geraldo e Magali, a Catedral do Novo Testamento, onde funcionou o espírito empreendedor e pragmático com apoio incisivo da geração com calvário virtual, um evangelho TRANSFIGURANTE NESSA SEMANA SANTA PASSADA e futura. UM ESPETÁCULO que não exija tanta crucificação aos meninos que perpetuam em teatro de rua a história mais linda de amor ao próximo e exemplo de vida e morte de Jesus. Uma história da Belém Efrata, pobre e sob os currais e sua manjedoura feito a comunidade proletária  dum bairro que leva o nome do São Nosé, artífice da profética cruz a rugir seus pregos na madeira ressurreta.

* festa e reconhecimento ao GUTERIMA em Petrolina PE

Fotografia.
GUTERIMA

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